• Dr.Luiz Felizardo Barroso

Lobby

Temos assistido estarrecidos, ao desvio de verbas públicas alocadas aos ministérios, através de ONGs fantasmas, criadas, propositalmente, para fins escusos. O novo Ministro – agindo como aquele indivíduo que, não querendo visitas indesejáveis, tira o sofá da sala – declarou que não mais firmaria convênios com as ONGs, esquecido daquelas entidades que, moral, ética e legalmente, cumprem sua missão, desempenhando, até muitas vezes, atribuições que, por definição, deveriam pertencer  ao Poder Público. Enquanto isto, entidades associativas, como o nosso ROTARY CLUB e a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), da qual fazem parte inúmeros companheiros nossos, inclusive seu próximo e digno presidente nacional (recém empossado como rotariano em nosso clube, para alegria nossa), amargam dificuldades financeiras, incapacitadas para vôos mais altos, eis que dependem, exclusivamente, das contribuições de seus respectivos associados. O Rotary, bem como a ADESG são entidades apartidárias, não se envolvendo em atividades políticas, estrito sensu,instituições estas às quais urge, s.m.j., que se mostrem mais amiúde à nossa sociedade, criando, inclusive, uma corrente de opinião pública favorável e, portanto, que melhor as conheça e lhes faça justiça,  para que sejam lembradas na oportunidade de receberem doações desinteressadas, venham de onde vierem. Este trabalho pode e deve ser feito através de uma competente assessoria de imprensa, bem como de um laborde atuação mais específica, por meio de sua inserção nas mídias sociais. Nada impede, porém, que ousemos até um pouco mais, exercendo, inclusive, uma atividade lícita de lobby para que verbas públicas do orçamento federal não caiam, a toda hora, nas mãos de políticos corruptos, como, aliás, temos presenciado ultimamente. Como é sabido o lobby é muito utilizado no meio político, mas, infelizmente, a grande maioria tem uma idéia errônea da verdadeira acepção do termo. Fazer lobby é algo muito natural. Todos nós, em princípio, o fazemos. Entre alguns exemplos de lobbies, podemos citar a circunstância de um filho tentando convencer seu pai a lhe dar um aumento de mesada, ou mesmo, quando um Sindicato, discute melhorias nas condições de trabalho para os seus associados. Desta forma o lobby precisa ser desvinculado de sua pecha de ilegalidade. Em países mais adiantados, como nos Estados Unidos da América do Norte (USA), sua atividade é perfeitamente licita, porque é regulada por lei. Defender os interesses de organizações dignas, por todos os títulos, como o nosso Rotary Club e a ADESG, além de ser um dever de todos nós, é um direito que nos assiste plenamente. E, ao exercê-lo, quem o sabe, até estaríamos contribuindo para moralizar a aplicação das verbas do orçamento federal, que os maus políticos desviam para organizações inidôneas, a fim de se locupletarem pessoalmente.

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